Justiça de Joinville suspende cobranças abusivas de taxas condominiais vencidas

Justiça de Joinville suspende cobranças abusivas de taxas condominiais vencidas

A gestão de um condomínio requer atenção a diversos detalhes, e a cobrança de condomínio é uma questão de grande importância. 

Muitos condôminos se questionam se o síndico tem o poder de cobrar as taxas em atraso e como a lei regula essa prática. 

Neste artigo, vamos explorar o que a legislação diz sobre a cobrança de condomínio atrasado, entender o papel do síndico nesse processo e ainda apresentar uma notícia em que a Justiça tomou uma decisão relevante para a comunidade. 

Se você é condômino, síndico ou apenas está buscando informações sobre esse tema, este artigo é para você. Continue lendo! 

Justiça de Joinville proíbe a cobrança abusiva de taxas de condomínio atrasadas 

A Defensoria Pública de Santa Catarina conquistou uma vitória significativa que afetará positivamente a vida de mais de 700 famílias no bairro Itinga, em Joinville. 

Muitas famílias em Joinville enfrentavam um problema comum: quando se viam impossibilitadas de pagar suas taxas de condomínio em dia, eram surpreendidas por cobranças exorbitantes. 

Isso se tornou uma fonte de preocupação e angústia para essas pessoas, que buscaram ajuda da Defensoria Pública de Santa Catarina para resolver esse impasse. 

Em junho deste ano, o Núcleo de Habitação, Urbanismo e Direito Agrário (Nuhab) recebeu relatos dessas famílias e decidiu agir. 

Uma ação civil pública foi ajuizada para interromper as cobranças indevidas de taxas administrativas, serviços de cobrança e honorários advocatícios. 

Essas taxas extras estavam inflando as dívidas originais em aproximadamente 30%, tornando a situação ainda mais insustentável para as famílias. 

A decisão proferida pela 1ª Vara da Fazenda Pública de Joinville foi um alívio para as famílias afetadas. 

Além de suspender as cobranças indevidas, a Justiça determinou que as empresas administradoras emitam boletos atualizados, fornecendo uma clara discriminação do valor final. Essa medida visa trazer transparência às transações e evitar surpresas desagradáveis. 

Outro aspecto importante da decisão é a suspensão de todos os processos de cobrança relacionados a essas dívidas injustas. 

Além disso, a Justiça estabeleceu uma multa diária de R$ 100 por cobrança ou negociação indevida, com um limite de R$ 20 mil por condômino. 

Multas e juros sobre a inadimplência: o que diz o Código Civil? 

O novo Código Civil trouxe algumas mudanças significativas em relação às multas e juros em atrasos de pagamento de condomínio. 

É fundamental que os condôminos estejam cientes das regras para evitar problemas futuros. Veja! 

Multa de condomínio: 2% é a regra 

Uma das principais alterações introduzidas pelo novo Código Civil diz respeito à multa por atraso em pagamento de condomínio. 

A regra é clara: a multa deve ser de 2% sobre o valor em atraso. Essa é a porcentagem estabelecida por lei e se aplica a todos os condomínios. 

Juros de condomínio: Siga a Convenção ou aplique 1% ao mês 

Os juros, por sua vez, são regulados de duas maneiras. 

  • A Convenção do Condomínio pode definir a taxa de juros a ser aplicada em caso de atraso; 
  • Caso a Convenção seja omissa sobre o assunto, a taxa padrão é de 1% ao mês. 

Para aumentar a taxa de juros, é necessário alterar a Convenção do Condomínio, o que requer a aprovação de 2/3 dos condôminos. Isso demonstra a importância de ter uma Convenção que reflita os interesses da maioria. 

>> Leia também: Qual o quórum necessário para cada situação no condomínio? Veja a lista 

Convenções anteriores ao novo Código Civil não são válidas 

Se o seu condomínio não alterou a Convenção nos últimos 10 anos, é importante destacar que as regras também se aplicam a condomínios que possuem Convenções anteriores ao novo Código Civil, que entrou em vigor em 11 de janeiro de 2003. 

Isso significa que, mesmo nestes casos, a multa de condomínio não pode exceder 2% do valor em atraso. 

Atrasos em rateios extraordinários 

Os atrasos em rateios extraordinários seguem as mesmas regras em relação a multa e juros estipulados pela Convenção do Condomínio ou a taxa padrão de 1% ao mês, se a Convenção for omissa. 

Exceção: Multa por desrespeito ao Regimento Interno 

É importante ressaltar que a multa de 2% não se aplica a atrasos relacionados a penalidades decorrentes de desrespeito ao Regimento Interno do condomínio. 

Nesse caso, as regras específicas do Regulamento devem ser seguidas.

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Veja o que é o BPO Financeiro e as principais vantagens da contratação na sua administradora de condomínios

Veja o que é o BPO Financeiro e as principais vantagens da contratação na sua administradora de condomínios

BPO Financeiro tem sido uma estratégia eficaz para empresas em busca de maior eficiência em suas operações financeiras. Continue lendo para entender! 

Se você é um gestor de uma administradora de condomínios, sabe que a gestão financeira é uma parte fundamental do seu negócio.  É aqui que o BPO Financeiro entra em cena para simplificar e aprimorar o seu trabalho.

Neste post, exploraremos como o BPO Financeiro pode revolucionar a forma como as administradoras de condomínios gerenciam suas finanças.

Vamos descobrir como essa solução pode trazer maior eficiência, redução de custos e melhorias significativas na qualidade dos serviços prestados aos condomínios que você administra. Se você está pronto para otimizar sua gestão financeira e elevar o padrão de excelência nas operações da sua administradora, continue lendo. 

O que é BPO Financeiro? 

BPO Financeiro (Business Process Outsourcing Financeiro) é uma prática de terceirização de processos de negócios relacionados às operações financeiras de uma empresa. 

Nesse contexto, “terceirização” significa que a administradora contrata uma empresa de serviços especializados para assumir a responsabilidade por uma série de atividades financeiras, em vez de realizar essas tarefas internamente. 

O objetivo principal do BPO Financeiro é permitir que as empresas se concentrem em suas atividades centrais e estratégicas, enquanto um parceiro externo cuida das operações financeiras. 

O que o BPO Financeiro faz? 

Veja algumas das atividades financeiras comuns que as administradoras costumam terceirizar por meio do BPO Financeiro: 

Contabilidade 

Isso inclui a manutenção de registros contábeis, elaboração de demonstrativos financeiros, reconciliação de contas, gestão de ativos fixos, entre outras tarefas contábeis.

Leia também: Contabilidade de condomínio: entenda como fazer e quem é o responsável 

Folha de pagamento 

A gestão da folha de pagamento é frequentemente terceirizada, o que envolve o cálculo de salários, impostos e contribuições, distribuição de holerites, e o cumprimento de obrigações trabalhistas e fiscais.

Leia também: Como reduzir os custos na folha de pagamento do condomínio?

Contas a pagar e a receber 

As empresas podem delegar a gestão de contas a pagar (fornecedores) e a receber (clientes), incluindo a emissão de faturas, controle de pagamentos, cobrança de valores devidos e gerenciamento de fluxo de caixa.

Relatórios financeiros 

A preparação de relatórios financeiros, como balanços, demonstrativos de resultado e relatórios de desempenho financeiro, é frequentemente realizada por provedores de BPO Financeiro. 

Conciliação bancária 

A reconciliação de extratos bancários e registros contábeis para garantir a precisão das transações financeiras é outra função comum terceirizada.

Gerenciamento de despesas 

O controle de despesas empresariais, incluindo reembolsos de despesas de funcionários e políticas de gastos, pode ser gerenciado por provedores de BPO Financeiro.

Auditoria interna e compliance 

Muitas vezes, esses provedores auxiliam na auditoria interna e garantem que a empresa esteja em conformidade com as regulamentações financeiras e fiscais. 

É importante notar que o escopo dos serviços de BPO Financeiro pode variar de acordo com as necessidades e requisitos de cada administradora. 

Uma empresa que oferece BPO Financeiro personaliza os seus serviços para atender às demandas específicas do cliente, o que pode envolver um pacote completo de serviços financeiros ou apenas a terceirização de tarefas específicas. 

Principais vantagens do BPO Financeiro para as administradoras de condomínios 

Contratar um serviço de BPO Financeiro (Business Process Outsourcing Financeiro) pode ser uma escolha estratégica e vantajosa para uma administradora de condomínios.

Aqui estão algumas das principais vantagens que uma administradora de condomínios pode obter ao adotar o BPO Financeiro: 

Foco no atendimento ao cliente 

Uma das principais vantagens do BPO Financeiro para administradoras de condomínios é que permite que a equipe da administradora se concentre no atendimento ao cliente e nas questões operacionais do condomínio.

A gestão financeira é muitas vezes uma tarefa complexa e demorada, e terceirizá-la libera recursos internos para atividades mais estratégicas. 

Redução de custos operacionais: 

Contratar um provedor de BPO Financeiro pode ajudar a administradora de condomínios a reduzir custos operacionais.

Isso inclui economias em termos de pessoal, treinamento, software e hardware, além de custos associados ao espaço de escritório. O BPO Financeiro geralmente oferece uma estrutura de custos mais previsível e controlada. 

Acesso a especialistas financeiros: 

Os provedores de BPO Financeiro são especialistas na área financeira e contábil. Eles trazem um alto nível de expertise e conhecimento, garantindo que as atividades financeiras do condomínio sejam executadas de forma eficiente e de acordo com as regulamentações financeiras e fiscais em constante mudança. 

Melhoria na precisão e conformidade

Com um provedor de BPO Financeiro, a administradora de condomínios pode contar com a precisão e conformidade nas operações financeiras.

Isso reduz o risco de erros e o potencial de não conformidade com regulamentos fiscais e financeiros, o que poderia resultar em multas ou penalidades. 

Relatórios financeiros mais abrangentes 

Os serviços de BPO Financeiro geralmente incluem a geração de relatórios financeiros abrangentes e personalizados.

Isso fornece aos administradores de condomínios informações claras e oportunas sobre a saúde financeira de cada condomínio gerenciado, facilitando a tomada de decisões informadas. 

Escalabilidade e flexibilidade 

À medida que a carteira de condomínios de uma administradora cresce, o BPO Financeiro pode ser escalado de acordo com as necessidades.

Isso proporciona flexibilidade para atender a demanda crescente sem a necessidade de contratação de pessoal adicional ou expansão das operações internas. 

Maior eficiência operacional 

A automação e as melhores práticas financeiras implementadas por provedores de BPO Financeiro podem melhorar a eficiência das operações financeiras.

Isso inclui processos mais rápidos, redução de erros e menos interrupções nas operações. 

Atualização tecnológica 

Os provedores de BPO Financeiro geralmente investem em tecnologia financeira avançada. Isso significa que as administradoras de condomínios que terceirizam essas atividades podem se beneficiar do acesso a sistemas, ferramentas e soluções tecnológicas atualizadas, sem o ônus de manter uma infraestrutura tecnológica interna.

Quanto custa contratar o serviço de BPO Financeiro? 

Os custos associados à contratação de serviços de BPO Financeiro podem variar consideravelmente e dependem de vários fatores, incluindo: 

  • Escopo dos serviços: O custo dependerá do número e da complexidade das atividades financeiras que a empresa deseja terceirizar. Quanto mais serviços forem terceirizados, maior será o custo;
  • Tamanho e complexidade da empresa: Empresas maiores ou com operações financeiras mais complexas podem ter custos mais elevados devido à escala das operações;
  • Complexidade dos sistemas e tecnologia: A integração de sistemas e tecnologia específica da empresa pode influenciar os custos. A implementação de tecnologias avançadas e a personalização de sistemas podem aumentar os custos;
  • Volume de transações e número de clientes: Empresas com um grande volume de transações ou muitos clientes para atender podem pagar mais devido à escala de trabalho envolvida;
  • Nível de Serviço e SLAs (Acordos de Nível de Serviço): Se a empresa exigir níveis mais altos de serviço, prazos mais apertados ou maior disponibilidade de suporte, isso pode aumentar os custos;
  • Duração do contrato: Contratos de longo prazo podem ser mais econômicos do que contratos de curto prazo, pois podem oferecer descontos;
  • Customização: Se os serviços de BPO Financeiro precisarem ser altamente personalizados para atender às necessidades específicas da empresa, isso pode aumentar os custos. 

Devido a todas essas variáveis, os preços exatos podem variar significativamente de uma empresa para outra. 

Portanto, é aconselhável entrar em contato diretamente com provedores de serviços de BPO Financeiro e solicitar cotações com base nas necessidades e circunstâncias específicas da sua empresa. 

É importante também negociar os termos do contrato para garantir que você esteja recebendo o melhor valor pelo investimento. 

Como o BPO Financeiro está transformando o mercado das administradoras de condomínios? 

O mercado das administradoras de condomínios está passando por uma transformação significativa, impulsionada, em grande parte, pela adoção do Business Process Outsourcing Financeiro (BPO Financeiro). 

Essa mudança está permitindo que as administradoras ofereçam serviços mais eficientes e de maior qualidade aos condomínios que gerenciam. Vamos explorar como o BPO Financeiro está impactando esse setor de forma positiva: 

Foco no core business 

Uma das maiores transformações é a capacidade das administradoras de condomínios de se concentrarem mais nas tarefas essenciais do seu negócio.

Ao terceirizar as atividades financeiras por meio do BPO Financeiro, as administradoras podem direcionar sua energia e recursos para o atendimento aos condomínios, resolução de problemas operacionais e manutenção das propriedades.

Isso resulta em uma prestação de serviços mais eficaz e satisfatória para seus clientes. 

Eficiência operacional 

A terceirização das operações financeiras por meio do BPO Financeiro permite que as administradoras de condomínios melhorem a eficiência operacional.

Os processos financeiros são executados de maneira mais rápida e precisa, reduzindo erros e garantindo que todas as transações sejam registradas de acordo com as normas contábeis e fiscais. Isso contribui para a economia de tempo e recursos. 

Melhoria na qualidade dos serviços 

O BPO Financeiro traz consigo a especialização de profissionais financeiros e contábeis altamente qualificados.

Isso se traduz em uma melhoria na qualidade dos serviços financeiros prestados aos condomínios, com relatórios financeiros mais precisos, auditorias internas mais rigorosas e conformidade fiscal aprimorada. 

Redução de custos e despesas variáveis 

Ao terceirizar as atividades financeiras, as administradoras de condomínios reduzem custos associados a despesas de pessoal, treinamento, aquisição de software e infraestrutura.

O BPO Financeiro oferece uma estrutura de custos mais previsível e controlada, o que é benéfico para o planejamento financeiro a longo prazo das administradoras. 

Tecnologia avançada 

Os provedores de BPO Financeiro geralmente investem em tecnologias financeiras avançadas, incluindo software de gestão financeira e automação de processos.

Isso permite que as administradoras tenham acesso a sistemas de última geração, sem a necessidade de investir em atualizações constantes ou treinamento de pessoal. 

Escalabilidade e flexibilidade 

Conforme as administradoras de condomínios crescem e assumem a gestão de mais condomínios, o BPO Financeiro pode ser facilmente escalado de acordo com a demanda. Isso proporciona flexibilidade para se adaptar ao crescimento sem a necessidade de contratar e treinar pessoal adicional internamente. 

Maior transparência financeira 

A terceirização das operações financeiras através do BPO Financeiro pode levar a uma maior transparência financeira.

Os condomínios podem acessar informações financeiras de maneira mais eficiente e entender melhor os detalhes das finanças de seus empreendimentos, o que contribui para a confiança e satisfação dos condôminos.

Este artigo ajudou você? Aproveite para conferir também qual o melhor software para administradoras de condomínios e como economizar tempo e dinheiro. Boa leitura!

Quais são as diferenças entre as despesas ordinárias e extraordinárias do condomínio? Confira aqui

Quais são as diferenças entre as despesas ordinárias e extraordinárias do condomínio? Confira aqui

Para manter um condomínio financeiramente saudável, é essencial compreender as nuances das despesas ordinárias e extraordinárias. 

Estas duas categorias de gastos desempenham um papel fundamental na gestão condominial e têm impacto direto na satisfação dos condôminos. 

Neste artigo, vamos aprofundar o conhecimento sobre despesas ordinárias e extraordinárias, fornecendo dicas valiosas para uma gestão eficaz das finanças do seu condomínio. Continue lendo! 

O que são as despesas ordinárias? 

As despesas ordinárias são aquelas que se referem aos custos recorrentes e regulares necessários para manter o funcionamento adequado das áreas comuns, a infraestrutura e os serviços essenciais do condomínio. 

Essas despesas são previstas no orçamento anual e normalmente ocorrem de forma mensal, trimestral ou anual, dependendo da estrutura financeira do condomínio. 

Exemplos de despesas ordinárias em condomínios 

  • Limpeza e manutenção das áreas comuns: Isso inclui a limpeza dos corredores, escadas, elevadores, piscinas, jardins e outras áreas compartilhadas. Também abrange a manutenção de equipamentos como elevadores, bombas d’água e sistemas de segurança; 
  • Conta de água e energia elétrica: Os condomínios compartilham o consumo de água e eletricidade nas áreas comuns, e os moradores contribuem para o pagamento dessas contas por meio das despesas ordinárias; 
  • Salários e encargos de funcionários: Os salários dos porteiros, zeladores, jardineiros e outros funcionários que trabalham no condomínio são cobertos pelas despesas ordinárias; 
  • Seguros: Os condomínios também devem contratar seguros para cobrir danos físicos às áreas comuns e responsabilidade civil. Os prêmios de seguro são uma parte importante das despesas ordinárias; 
  • Manutenção de elevadores: A manutenção preventiva e a eventual reparação dos elevadores são custos regulares que fazem parte das despesas ordinárias; 
  • Administração e assessoria jurídica: Honorários pagos ao administrador do condomínio e a assessores jurídicos envolvidos na gestão do condomínio também entram nessa categoria; 
  • Fundo de reserva: Embora não seja estritamente uma despesa, o fundo de reserva é financiado por meio das despesas ordinárias. Ele serve para cobrir despesas extraordinárias imprevistas ou para financiar projetos de longo prazo, como reformas ou obras de melhoria.

O que são as despesas extraordinárias? 

Despesas extraordinárias em condomínios são custos que não podem ser previstos com antecedência no orçamento anual. 

Elas ocorrem devido a situações inesperadas ou à necessidade de investimentos significativos que vão além da manutenção regular das áreas comuns e da infraestrutura do condomínio. 

Exemplos de despesas extraordinárias em condomínios 

  • Reforma estrutural: Se uma parte da estrutura do prédio, como a fachada, o telhado ou as fundações, requerer reparos extensivos devido a danos imprevistos ou desgaste ao longo do tempo, os custos associados a essas reformas serão considerados despesas extraordinárias; 
  • Substituição de equipamentos importantes: A substituição de equipamentos caros e essenciais, como sistemas de segurança, bombas d’água ou sistemas de aquecimento central, devido a falhas inesperadas, é um exemplo de despesa extraordinária; 
  • Despesas legais inesperadas: Custos relacionados a processos judiciais não previstos no orçamento, como ações legais envolvendo inadimplência de condôminos ou disputas com empreiteiras, podem ser considerados despesas extraordinárias; 
  • Eventos de força maior: Despesas causadas por eventos de força maior, como enchentes, incêndios ou desastres naturais, que exigem reparos imediatos nas áreas comuns do condomínio, são classificadas como despesas extraordinárias; 
  • Ampliação das áreas comuns: Se o condomínio decidir realizar uma ampliação das áreas comuns, como a construção de uma academia, uma área de lazer adicional ou um salão de festas, os custos associados a esse projeto serão considerados despesas extraordinárias; 
  • Investimentos em eficiência energética: Projetos destinados a melhorar a eficiência energética do condomínio, como a instalação de painéis solares, podem ser classificados como despesas extraordinárias, pois envolvem um investimento significativo, embora possam gerar economia a longo prazo. 

Quem tem responsabilidade sobre cada tipo de despesa? 

No que diz respeito às despesas ordinárias, a responsabilidade pelo pagamento recai sobre o inquilino. Por outro lado, no caso das despesas relacionadas a gastos extraordinários, é o proprietário do imóvel que deve arcar com a conta. 

No entanto, é importante destacar que existem algumas situações especiais que precisam ser analisadas individualmente. 

É fundamental destacar a importância de diferenciar adequadamente cada tipo de despesa. O síndico deve manter um registro meticuloso de todas as transações para garantir uma prestação de contas transparente a todos os condôminos. 

No caso das despesas ordinárias, uma simples prestação de contas é suficiente. No entanto, quando se trata de despesas extraordinárias, é necessário determinar a sua natureza. 

Se for considerada necessária, a despesa extraordinária seguirá o procedimento das despesas ordinárias. Porém, se for classificada como útil ou voluptuosa, a prestação de contas deve seguir o que foi acordado em assembleia. Isso ajuda a evitar possíveis litígios entre as partes envolvidas. 

A correta classificação das despesas ordinárias e extraordinárias desempenha um papel fundamental na gestão transparente do condomínio. O síndico deve se esforçar para manter esses registros o mais claros possível, e pode contar com o auxílio de uma administradora para essa tarefa. 

O importante é sempre manter um relacionamento saudável entre todas as partes, proporcionando uma prestação de contas precisa e transparente.

Entender a diferença entre as despesas ordinárias e extraordinárias é crucial para manter um orçamento saudável em um condomínio, incluindo a contribuição regular para o fundo de reserva, pode ajudar a evitar surpresas desagradáveis quando despesas extraordinárias surgirem.

Lembre-se de que a participação ativa nas assembleias de condomínio e o acompanhamento das finanças do condomínio são formas importantes de garantir que todos os moradores estejam cientes e envolvidos nas decisões financeiras que afetam a comunidade como um todo.

Com uma compreensão sólida das despesas ordinárias e extraordinárias, você estará mais preparado para enfrentar os desafios financeiros que podem surgir ao viver em um condomínio. Vá além e veja também como fazer o planejamento financeiro do seu condomínio de maneira eficiente. Boa leitura!

Receita garantida para condomínios: veja o que é e como funciona

Receita garantida para condomínios: veja o que é e como funciona

Gerir um condomínio é uma tarefa desafiadora que exige equilíbrio, organização e, acima de tudo, planejamento financeiro sólido.

Um dos maiores obstáculos enfrentados pelos síndicos é a inadimplência, que pode comprometer seriamente as finanças e a harmonia no local onde vivemos. 

Se você é síndico, membro do conselho ou apenas um morador preocupado com a saúde financeira do seu condomínio, provavelmente já ouviu falar sobre a receita garantida.  

Mas o que é exatamente essa ferramenta? Como ela funciona? E como pode ajudar a tornar a gestão do seu condomínio mais eficiente e tranquila? 

Neste post, você descobrirá como essa estratégia pode ser a chave para eliminar preocupações com a inadimplência, garantir a estabilidade financeira e promover um ambiente de convivência mais harmonioso. Continue lendo! 

Principais problemas causados pela inadimplência no condomínio 

A inadimplência em condomínios é um problema que afeta tanto a gestão financeira quanto o convívio entre os moradores. 

  • Dificuldades financeiras: Quando condôminos deixam de pagar as suas contribuições mensais, o caixa do condomínio fica comprometido, tornando difícil cumprir com despesas essenciais, como pagamento de funcionários, manutenção e serviços; 
  • Atrasos em obras e manutenção: A falta de recursos financeiros devido à inadimplência pode atrasar obras e projetos de manutenção necessários. Isso não apenas prejudica a qualidade de vida dos moradores, mas também pode levar a gastos mais elevados no futuro devido à negligência das áreas comuns; 
  • Aumento das taxas condominiais: Para compensar a falta de pagamento por parte dos inadimplentes, a administração do condomínio muitas vezes precisa aumentar as taxas condominiais para cobrir as despesas. Isso sobrecarrega financeiramente os condôminos adimplentes, gerando insatisfação e conflitos;
  • Impacto na valorização do imóvel: Condomínios com altos índices de inadimplência podem perder valor no mercado imobiliário. A falta de recursos para manter a infraestrutura e áreas comuns em bom estado pode afetar negativamente a atratividade do imóvel para potenciais compradores;
  • Recorrência de custos jurídicos: A gestão da inadimplência pode resultar em custos jurídicos significativos. O condomínio pode precisar contratar advogados e recorrer a processos legais para recuperar as dívidas, o que consome tempo e recursos financeiros; 
  • Desconfiança e falta de transparência: A inadimplência pode minar a confiança entre os moradores e a administração do condomínio. A falta de transparência na gestão financeira pode levar a suspeitas de má administração e falta de prestação de contas. 

O que é a receita garantida para condomínios? 

A receita garantida, também conhecida como cobrança garantida, é um serviço contratado pelo condomínio para assegurar que o prédio receba 100% da receita condominial, mesmo se houver inadimplência entre os condôminos. 

Na prática, o condomínio elimina a preocupação com a inadimplência usando a receita garantida como escudo. 

Portanto, mesmo que algum morador deixe de cumprir com as suas obrigações financeiras, a empresa responsável pela receita garantida continua a repassar os valores devidos ao condomínio, como se todos os condôminos estivessem em dia com as suas contribuições. 

Posteriormente, a empresa terceirizada se encarrega de cobrar os valores em atraso diretamente aos condôminos devedores, assumindo toda a responsabilidade por negociações, custos legais, processos judiciais, etc. 

Essa opção simplifica consideravelmente a gestão condominial e garante que a gestão financeira do condomínio permaneça em ordem, independentemente dos casos de inadimplência. 

5 motivos para adotar a receita garantida no seu condomínio 

A receita garantida para condomínios é muito mais do que uma simples estratégia financeira; ela é uma solução completa para enfrentar os desafios da inadimplência e garantir uma gestão financeira tranquila e eficiente. Veja 5 vantagens desta estratégia: 

#01: Fim da inadimplência

A receita garantida põe fim ao problema da inadimplência, garantindo que o condomínio receba todas as contribuições mensais dos condôminos, mesmo quando alguns não pagam. Isso significa que a administração pode contar com recursos financeiros consistentes, independentemente da situação de cada morador. 

#02: Recebimento de 100% das receitas de forma antecipada e previsível 

Imagine não mais ter que se preocupar com os altos e baixos na arrecadação do condomínio. A receita garantida oferece essa tranquilidade, assegurando que todas as receitas sejam recebidas de forma antecipada e previsível. 

Isso torna o planejamento financeiro muito mais eficaz. 

#03: Tranquilidade para planejar obras e melhorias 

A estabilidade financeira proporcionada pela receita garantida permite que o condomínio planeje obras e melhorias com confiança. 

Não há necessidade de adiar projetos devido à falta de recursos, garantindo a valorização do imóvel de todos os condôminos. 

#04: Redução da taxa condominial 

Com a receita garantida, é possível até mesmo reduzir o valor da taxa condominial para todos os moradores. Isso ocorre porque não há mais a necessidade de aumentar a taxa para cobrir as despesas dos inadimplentes. 

Além disso, a receita garantida proporciona uma taxa de condomínio estável e previsível para todos, contribuindo para a transparência na gestão financeira e evitando surpresas desagradáveis no bolso dos moradores. 

#05: Menos problemas com disputas judiciais 

A inadimplência muitas vezes resulta em disputas judiciais demoradas e custosas. Com a receita garantida, essas preocupações desaparecem, pois a empresa contratada se encarrega de recuperar os valores em atraso, economizando tempo e recursos. 

Além disso, os custos associados a processos legais de cobrança podem ser uma dor de cabeça para a administração do condomínio. A receita garantida elimina essas despesas, pois a empresa assume a responsabilidade pelas ações de cobrança. 

A receita garantida é uma ferramenta valiosa que pode transformar a vida condominial, proporcionando estabilidade financeira, harmonia na convivência e a oportunidade de realizar melhorias no condomínio. 

Considerar essa solução pode ser um passo importante para garantir o bem-estar de todos os condôminos. 

Se você gostou deste artigo e deseja dar um passo a mais na gestão da inadimplência do seu condomínio, convidamos você a conhecer o TownSq Administração Digital. Inscreva-se no formulário abaixo e conheça a tecnologia que pode revolucionar a sua gestão condominial.

O passo a passo definitivo para calcular juros de condomínio atrasado e como lidar com isso

O passo a passo definitivo para calcular juros de condomínio atrasado e como lidar com isso

Quando se trata de lidar com as finanças de um condomínio, uma das questões mais comuns que surgem é como calcular os juros de condomínio atrasado. 

É importante entender como os juros são calculados, considerando a legislação e a convenção condominial.

Além disso, é necessário saber como realizar o cálculo na prática e conhecer alternativas para lidar com os juros em atraso. Neste artigo, vamos abordar esses tópicos detalhadamente. Continue lendo! 

Entendendo os juros de condomínio 

Antes de começarmos a calcular os juros de condomínio atrasado, é importante entender o que são esses juros e por que eles são cobrados. 

Os juros são uma forma de compensação pelos atrasos no pagamento das obrigações condominiais. Eles são calculados com base em uma porcentagem definida pela legislação ou pela convenção condominial. 

Os juros de condomínio podem ser cobrados a partir do primeiro dia de atraso no pagamento. Essa cobrança tem como objetivo incentivar os condôminos a efetuarem os pagamentos em dia, evitando assim que o condomínio tenha problemas financeiros. 

Fórmula básica de cálculo de juros 

A fórmula básica para calcular os juros de condomínio é bastante simples. Ela consiste na multiplicação do valor em atraso pela taxa de juros definida. 

A fórmula seria a seguinte: 

Juros = Valor em atraso * Taxa de juros 

Por exemplo, se o valor do condomínio em atraso é de R$1.000,00 e a taxa de juros é de 1% ao mês, o cálculo dos juros seria: 

Juros = R$1.000,00 * 1% = R$10,00 

Considerando a legislação e a convenção condominial 

Quando se trata de calcular os juros de condomínio atrasado, é importante considerar tanto a legislação quanto a convenção condominial. 

A legislação pode estabelecer uma taxa de juros específica que deve ser aplicada nos casos de atraso de pagamento de condomínio. Por exemplo, o Código Civil Brasileiro estabelece que os juros legais são de 1% e multa de 2% ao mês. 

Por outro lado, a convenção condominial pode estabelecer uma taxa de juros diferente da taxa legal. É importante que os síndicos e moradores estejam cientes do que foi estabelecido na convenção e sigam as regras previstas. 

Como lidar com as taxas condominiais em atraso? 

Lidar com juros de condomínio atrasado pode ser uma situação complicada tanto para os síndicos quanto para os moradores. Porém, existem alternativas que podem ser consideradas para lidar com essa questão. 

Uma das alternativas é negociar com o condômino que está em atraso, oferecendo a possibilidade de parcelamento da dívida. Essa negociação pode ajudar a evitar maiores problemas financeiros e também preservar o bom relacionamento entre os condôminos. 

Outra alternativa seria aplicar multas para os condôminos em atraso. Essas multas podem ser previstas tanto pela legislação quanto pela convenção condominial. Elas têm como objetivo desencorajar os atrasos e garantir o cumprimento das obrigações condominiais. 

É importante que as alternativas sejam analisadas de acordo com o caso específico de cada condomínio, tenham sido discutidas e aprovadas em reunião de assembleia e, é claro, estejam previstas pela convenção do condomínio. 

O diálogo e a busca por soluções amigáveis são fundamentais para garantir o bom funcionamento do condomínio. 

É fundamental que os síndicos e moradores estejam cientes dos procedimentos necessários para realizar esse cálculo, bem como das alternativas disponíveis para lidar com essa situação.  

Se você gostou deste artigo, aproveite para conferir como a tecnologia pode ser útil para a gestão e redução da inadimplência do condomínio. Boa leitura! 

Conta pool é legal? Veja os riscos de optar por este modelo de conta

Conta pool é legal? Veja os riscos de optar por este modelo de conta

A conta pool tem sido adotada por algumas administradoras como uma forma de centralizar recursos e facilitar a administração das finanças. 

No entanto, será que a conta pool é legal? Quais são os riscos associados a esse modelo de conta? 

Neste post, vamos explorar a legalidade da conta pool em condomínios e apresentar os principais riscos que devem ser considerados pelos síndicos e condôminos antes de optar por essa modalidade. Continue lendo! 

Mas antes, o que é uma conta pool? 

A conta pool é um tipo de conta bancária coletiva, no qual a administradora reúne os recursos de diversos condomínios em um mesmo local. 

Nesse modelo, o dinheiro de cada condomínio é combinado com o de outros empreendimentos em uma conta única e a administradora fica responsável por gerenciar as receitas e pagamentos de forma individual. 

Esta espécie de conta bancária, no entanto, impede que o síndico tenha controle da movimentação financeira do condomínio e sempre necessite do intermédio da administradora para realizar movimentações e transações bancárias. 

Conta pool X Conta individual X Conta mista 

Além da conta pool, também existe a opção da “conta vinculada” ou “conta individual”, que permite que o síndico tenha total controle sobre os recursos do condomínio e possa acessar os dados sempre que for necessário. 

Também existe a possibilidade de utilizar uma “conta mista”. Nesse caso, o gerenciamento das arrecadações é dividido entre o condomínio e a administradora. 

Portanto, a conta pool pode ser utilizada para lidar com as despesas ordinárias diárias, enquanto a conta individual é direcionada para aplicação do fundo de reserva. 

A conta pool é legal? O que diz a legislação sobre esta conta bancária? 

Não existe uma legislação que proíba a utilização da conta pool, portanto esta é uma prática legal e autorizada entre as administradoras. 

No entanto, embora a conta pool seja legal e ainda possa apresentar vantagens na gestão financeira dos condomínios, ela também traz consigo alguns riscos que devem ser considerados e gerenciados cuidadosamente. Veja quais são: 

Falta de transparência 

A centralização dos recursos em uma conta única pode dificultar a rastreabilidade e a transparência das transações financeiras. 

Os condôminos podem enfrentar dificuldades para acompanhar individualmente suas contribuições e despesas. 

Falta de controle direto 

O síndico pode ter sua capacidade de controle financeiro limitada, já que não tem acesso direto aos extratos bancários da conta pool. Isso pode tornar mais desafiador verificar e aprovar pagamentos e acompanhar as movimentações de forma detalhada. 

Risco de desvio de recursos 

Sem o controle direto da movimentação financeira, existe o risco potencial de que a administradora condominial ou outros responsáveis manipulem ou desviem recursos indevidamente. 

Falta de autonomia na aplicação dos recursos 

A conta pool pode limitar a autonomia do condomínio na gestão de suas próprias finanças. A aplicação de fundos de reserva e decisões de investimentos podem ficar sujeitas à política da administradora. 

Possível compartilhamento de dívidas 

Caso um condomínio no pool enfrente problemas financeiros ou dívidas significativas, os demais condomínios compartilhados na conta podem ser afetados negativamente. 

Dificuldade em lidar com inadimplência 

A conta pool pode tornar mais complexo o tratamento de inadimplência, uma vez que as unidades devedoras têm seus valores diluídos na conta única. 

Desigualdade de custos entre condomínios 

Alguns condomínios podem possuir mais unidades ou proporções diferentes de área, o que pode levar a uma distribuição desigual dos custos e despesas na conta pool. 

Para mitigar esses riscos, é fundamental adotar boas práticas de gestão financeira, promover a transparência e a comunicação aberta entre a administradora, o síndico e os condôminos. 

É importante também contar com uma administradora condominial confiável, que esteja em conformidade com a legislação vigente e possua um histórico de boa reputação na gestão de contas pools. 

Além disso, a opção por uma conta mista ou conta vinculada pode ser considerada para equilibrar o controle e a segurança financeira do condomínio.

Este artigo foi útil para você? Então, aproveite para conferir também a verdade que ninguém nunca te contou sobre as taxas das administradoras. Boa leitura!